Comparação histórica
Recentemente postei uma mensagem deixando minha impressão sobre o iPod Totch o qual tinha mexido por algumas horinhas e disse que gostaria muito de ter um iPhone. Depois de passada a euforia momentânea, parei e usei do raciocínio lógico e me pus a comparar as features que o iPhone nos dá versus o seu preço aqui no Brasil. Cheguei a conclusão de que o custo/benefício do iPhone não é justo, muito caro para o que se propõe a fazer.
Foi quando vi essa imagem na internet e, rapidamente, fiz uma tradução e adaptação dela, achei muito engraçada, vejam:

iPhone chega, seu dinheiro sai.
Eis que finalmente depois de um ano saiu o tão esperado, idolatrado e desejado objeto de consumo mais cool da ultima década no Brasil, estou falando do iPhone 3G. Mas glamour de lado, a realidade para o brasileiro ávido por novidades e tecnologia vai ter um preço… alto.
Culpar os impostos é uma descupa esfarrapada para justificar essa verdaderia “facada” no consumidor, pois para se ter uma ideia, o mesmo aparelho é vendido na Argentina por, pelo menos, metade do preço e lá as tarifas alfandegárias são semelhantes às nossas, afinal Argentina e Brasil fazem parte do Mercosul e por isso adotam tarifas semelhantes.
Segundo o site da INFO, no Brasil se cobra 44% de taxas de importação com o intuito de inibir a entrada de produtos acabados estrangeiros e, com isso, estimula a produção interna de eletrônicos. Cabe uma resalva aqui em reconhecer a finalidade extrafiscal desse imposto de importação pois existe sim outras alternativas ao iPhone no que se refere a smartfones e celulares, diferentemente do Playstation3 por exemplo em que se cobra 60% de imposto de importação, quando na verdade não há substituto nacional para esse produto.
Voltando ao assunto principal, não há como justificar por que o preço do iPhone no Brasil é o mais caro em toda a América Latina simplesmente culpando os impostos, o governo, a Agência Reguladora, a concorrência, o dólar, a crise, o petróleo… Vamos ser sensatos, eles querem que o produto tenha um quê de “eu tenho, eu posso, eu mereço” - iPhone é para poucos. O evento de lançamento da Claro na Daslu, loja chique de São Paulo onde os ricos justificam o fato de serem ricos, prova o toque que a operadora quer dar em toda a massa da classe média que assinou o livrinho de espera no site da Claro nesses meses a fio. iPhone é chique, é coisa de rico, no Brasil.
Enquanto isso na Argentina, os nossos “hermanos” compram o iPhone pelo o equivalente a R$: 619,00 - com um plano de R$: 134,00 mensais e nós não levamos pra casa um mimo da Apple por menos de R$: 1.239,00 reais com direito a uma corrente e uma bola de ferro amarrada no pé por 12 meses e plano mensal de R$: 151,00. É Brasil!
Cinema Nacional: Meu Nome Não é Johnny

Foto: Divulgação site do filme.
Eu gosto do cinema brasileiro, mesmo admitindo que assisto poucos filmes tupiniquins em comparação com os enlatados americanos, gostaria de dar minha opinião sobre esse filme em especial. Para quem não conhece, esse longa retrata a história baseada em fatos de João Guilherme Estrella, carioca que vive de festa em festa fumando baseados, cheirando cocaína e de quebra vendendo drogas para.. cherar mais cocaína, ir a outras festas e alimentar o seu vício. Mas o negócio vai crescendo e de festa em festa o pequeno traficante vai se tornando um “empresário” do crime, só que ao invés de ficar rico ele não consegue parar o ciclo vicioso do vem fácil, vai fácil.
Boas atuações de Selton Melo, veternano no cinema brasileiro, e destaque para a não tão experiente Cleo Pires, que diga-se de passagem faz um bom papel nessa trama, como mulher do Johnny (quer dizer do João). Mas onde eu queria chegar é que o cinema brasileiro tem futuro, basta juntar bons profissionais, um roteiro bem adaptado e incentivo da mídia especializada.
Esse filme só prova o quanto o cinema tem a mostrar e vale a pena as duas horas na frente da TV, recomendo principalmente por ser uma história verdadeira e mostrar uma realidade na nossa sociedade. Fica a pergunta, no caso do João Estrella parece que houve ressocialização, isso é regra ou exceção ?
Privacidade na Internet Ameaçada
PirateBay quer criptografar a internet
SÃO PAULO - Grupo que mantém maior portal de torrents do mundo inicia projeto para aumentar a privacidade dos usuários.
Batizado de IPETEE (Transparent end-to-end encryption for the Internets), a iniciativa foi motivada pela aprovação de novas Leis na Suécia, país de origem do PirateBay.
De acordo com a nova legislação, os órgão de fiscalização poderão acessar dados diretamente dos ISPs. E a tendência é que leis desse tipo se espalhem por outros países da Europa.
A idéia da equipe do PirateBay é criar um protocolo de criptografia que seja resistente a esse tipo de filtragem, criptografando todos os dados transferidos pelas máquinas — e não apenas o conteúdo trocado em redes P2P.
Por princípio, o IPETEE já nasce compatível com todos os sistemas operacionais. Ainda neste ano o primeiro código deve ser lançado em versões para Linux e Windows. Para funcionar, o protocolo de criptografia precisa de chaves instaladas nas duas máquinas que farão a transferência.
Atualmente, o IPETEE só está no papel, por meio de uma documentação com propostas, em inglês.
Fonte: Plantão INFO
Não é de hoje que existe uma verdadeira guerra entre os cidadãos usuários de internet e o Estado no que se refere a privacidade na grande rede. Saber que você pode estar sendo monitorado a qualquer momento é no mínimo desconfortável para os usuários mais prevenidos, isso porque os menos prevenidos expõem toda sua vida no Orkut e já não precisam ser monitorados, basta que entrem em seus perfis pra saberem até o nome do papagaio endereço e tudo mais.
Há algum tempo os provedores de internet começaram a usar um recurso sujo chamado “traffic shapping”, que vasculha os dados trafegados entre os usuários e os servidores em busca de algo que para eles não fosse interessante, como por exemplo pacotes VoIP que permitem o usuário fazer ligações pela internet com os custos bastante reduzidos, daí poderiam manipular esse tráfico da maneira que quiserem, isso claro sem que o usuário perceba. De uma maneira unilateral os provedores barram ou dificultam no servidor sua tentativa de acessar o seu P2P favorito, assistir ao seu vídeo no YouTube ou fazer sua ligação usando VoIP.
A grande discussão está justamente onde termina o direito do cidadão de ter sua privacidade resguardada e onde começa a pretenção punitiva do Estado frente as barbaridades que ocorrem também no mundo virtual - vide pedofilia, tráfico de drogas e outros crimes. É quase como uma comparação com as câmeras de segurança na vida “real”, o indivíduo abre mão de parte de sua privacidade em nome da segurança. Criptografar todo o conteúdo em tráfego da internet parece legal para o usuário de boa fé que deseja ter mais segurança e usar a sua conexão de maneira democrática, mas também abre brechas para que malfeitores se aproveitem para praticar seus crimes sem serem detectados.
Pirataria no Brasil: Alta carga tributária ou cultura nacional ?
Hoje ao ler algumas notícias na internet me fiz uma pergunta: Será que a pirataria ocorre no Brasil, do jeito que ocorre, pois os produtos originais são muito caros, por conta da carga tributária, ou se é da cultura do brasileiro sempre buscar o caminho mais fácil ?
CDs, DVDs, Jogos, Filmes, Brinquedos, Roupas, Produtos de Beleza, enfim, tudo no Brasil tem a versão “genérica - mais barata que faz o mesmo efeito”. Mas se por um lado os produtos originais, sem dúvida, estão carregados de altos impostos, contribuições e carga social (FGTS, INSS, PIS, Confins etc.) fazendo com que seus preços fujam do poder aquisitivo do brasileiro, certamente o fator cultura interfere nessa prática. O brasileiro dono do seu jeitinho, fura fila do pão, dá o “guaraná” do guarda que está prestes a multa-lo, instala aquela tv a cabo que vai de graça oferecer 100 canais, e com os CDs e DVDs não poderia ser diferente. Acho que está no sangue do brasileiro sempre preferir a maneira alternativa, ilegal, mais fácil, mais conveniente, do que seguir a lei e fazer a coisa certa, seja na esfera privada no seu dia a dia, seja na pública nos salões do Congresso Nacional. Inclusive, quem abre a boca para falar mal dos políticos mensaleiros, corruptos e que viajam com dollar na cueca, deve antes, olhar para o seu proprio comportamento.
A grande pergunta é: se o CD de música original custasse R$: 15,00, será que as pessoas comprariam na loja ou iriam preferir comprar o pirata por R$: 2,50 ?? O que você acha ?
Internet via rádio: horrível!
Pessoal há anos venho sofrendo nas mãos de um serviço de internet via rádio aqui no meu bairro, como não existe Velox (serviço ADSL Telemar) sou obrigado a conviver com um serviço péssimo, instável, caro - pago 89,00 por 256kbps de velocidade - e cheio de problemas. As vezes a conexão chega a cair uma vez apos da outra tirando realmente a gente do sério. Fica aqui minha indignação quanto à posição da Telemar em simplesmente ignorar alguns pontos da cidade, como se lá não existissem pessoas que utilizam internet, por mais que se tente ligar para lá eles sempre disparam a resposta padrão -“Estamos sempre nos esforçando para melhorar nossos serviços”.
Agora fica aqui o registro de que eu não acho que o Velox seja o melhor serviço de internet disponível, a propósito acho que no Brasil estamos muito longe de recebermos o que merecemos. Simplesmente queria uma internet que não caísse, fosse rápida o suficiente para atender as minhas necessidades e que tenha um preço compatível com a realidade brasileira.

